Glória – A Mulher: Sharon Stone em thriller intenso e sombrio.
Lançado em 1980, o filme Glória – A Mulher (Gloria) tornou-se um dos grandes clássicos do cinema policial norte-americano ao misturar drama urbano, violência, emoção e uma protagonista feminina absolutamente marcante. Décadas depois, a obra ganhou um remake estrelado por Sharon Stone, trazendo uma nova leitura para a história originalmente dirigida por John Cassavetes.
A trama de Glória – A Mulher
Na trama, Gloria é uma mulher forte, independente e de personalidade explosiva que acaba se envolvendo involuntariamente numa perigosa guerra contra a máfia. Após testemunhar um assassinato ligado ao crime organizado, um garoto passa a ser perseguido por criminosos que querem recuperar um importante caderno contendo informações comprometedoras. Sem ter muitas alternativas, Gloria assume a missão de proteger a criança enquanto tenta sobreviver à caçada implacável dos mafiosos.
O filme trabalha a clássica estrutura de “par improvável”, colocando lado a lado uma mulher endurecida pela vida e um menino assustado que aprende gradualmente a confiar nela. Ao longo da história, os dois desenvolvem uma relação emocional intensa, repleta de conflitos, ironias e momentos de humanidade em meio à violência urbana.
Sharon Stone em um papel intenso e dramático
A versão estrelada por Sharon Stone foi lançada em 1999 e dirigida por Sidney Lumet, um dos realizadores mais respeitados do cinema americano. Lumet já era conhecido por clássicos como Um Dia de Cão e Rede de Intrigas, e trouxe para o remake um tom mais sombrio e moderno, refletindo o cinema policial dos anos 1990.

A participação de Sharon Stone foi um dos principais atrativos do longa. Na época, a atriz estava no auge da fama internacional graças ao sucesso de Instinto Selvagem e consolidava sua imagem como símbolo de sensualidade, poder e intensidade dramática. Em Glória – A Mulher, ela procurou fugir parcialmente do estereótipo da femme fatale, interpretando uma personagem emocionalmente ferida, agressiva e ao mesmo tempo vulnerável.
Stone mergulhou profundamente na composição da personagem. Em entrevistas da época, comentou que queria apresentar uma mulher “imperfeita”, distante das heroínas glamourosas tradicionais de Hollywood. Sua Gloria fuma compulsivamente, explode emocionalmente e toma decisões impulsivas, mas também demonstra coragem e senso de proteção quase maternal.
Bastidores do filme dirigido por Sidney Lumet
Os bastidores do filme foram marcados pela forte personalidade tanto da atriz quanto do diretor. Sidney Lumet era conhecido por exigir intensidade absoluta dos atores, utilizando muitos ensaios antes das filmagens. Sharon Stone relatou que o diretor incentivava improvisações e buscava reações emocionais espontâneas nas cenas mais tensas.
Grande parte das filmagens ocorreu em locações reais de Nova York, ajudando a construir a atmosfera urbana decadente e perigosa do filme. Ruas estreitas, apartamentos antigos e ambientes carregados contribuíram para o clima opressivo que acompanha toda a narrativa.
As cenas de perseguição e confrontos armados exigiram bastante dedicação física da atriz. Sharon Stone participou de boa parte das sequências de ação sem o uso excessivo de dublês, algo que chamou atenção da produção. Ela passou por treinamento para manipulação de armas e preparação corporal antes do início das gravações.
O remake do clássico policial Gloria
Embora o remake não tenha alcançado o mesmo impacto cultural do filme original, muitos críticos destacaram a presença magnética de Sharon Stone em cena. Sua atuação foi considerada um dos pontos fortes da produção justamente pela intensidade emocional e pela tentativa de humanizar uma personagem extremamente dura.
Outro aspecto interessante é que o filme aborda temas como abandono, violência urbana e corrupção institucional. Gloria é quase uma anti-heroína: alguém que não busca redenção, mas acaba encontrando um propósito ao proteger a criança perseguida pela máfia. Essa relação acaba funcionando como o coração emocional da história.
Visualmente, o longa aposta numa fotografia escura e fria, reforçando a sensação de perigo constante. O figurino de Sharon Stone também ajudou a construir a identidade da personagem, misturando elegância com desgaste emocional. Casacos longos, roupas escuras e maquiagem discreta criam uma mulher distante do glamour sofisticado associado à atriz em outros trabalhos.
Curiosidades sobre a produção
Nos bastidores, comenta-se que Sharon Stone teve participação ativa em decisões ligadas ao desenvolvimento da personagem, discutindo cenas e diálogos diretamente com Sidney Lumet. Essa colaboração criativa ajudou a tornar Gloria menos caricatural e mais humana.
Mesmo sem atingir enorme sucesso comercial, Glória – A Mulher ganhou reconhecimento ao longo dos anos como um thriller policial eficiente e uma curiosa releitura de um clássico cult do cinema americano. O filme permanece interessante especialmente para admiradores da carreira de Sharon Stone, que entrega uma interpretação intensa e emocionalmente complexa.
A obra também representa uma fase importante da trajetória da atriz, quando ela buscava equilibrar grandes produções comerciais com papéis dramáticos mais densos. Em meio a tiros, perseguições e conflitos mafiosos, Sharon Stone conseguiu transformar Gloria numa personagem forte, imperfeita e memorável, sustentando praticamente todo o peso emocional do filme.
Glória, a mulher você pode conferir na programação da ORTVWEB em versão dublada.
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