Categoria: Cultura

Lei Rouanet. O que você acha que sabe e é mentira.

A Lei Rouanet e a Lei do Audiovisual são instrumentos fundamentais para o fomento da produção cultural brasileira. Todavia a desinformação, o desconhecimento da Lei e as fake news contribuem de forma negativa para a sua democratização.

19 motivos para mostrar o que é verdade e o que é mentira sobre as leis de incentivos.

1. A cultura é um dos pilares fundamentais de qualquer sociedade. Ela fortalece identidades, promove a diversidade e permite que cidadãos se reconheçam em suas histórias, tradições e expressões artísticas. No Brasil, políticas públicas desempenham um papel essencial no fomento cultural.

2. Entre as principais ferramentas de incentivo destacam-se a Lei Rouanet e a Lei do Audiovisual, ambas estruturadas para viabilizar o financiamento da cultura por meio de renúncia fiscal, ou seja, com a participação direta da sociedade e das empresas.

3. A Lei Rouanet, oficialmente chamada Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/1991), possibilita que pessoas físicas e jurídicas destinem parte do Imposto de Renda devido a projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura.

4. O mecanismo não gera novos impostos nem distribui recursos diretamente a artistas. Trata-se, na prática, de uma decisão sobre para onde parte do imposto já devido será direcionado, com foco na produção cultural.

5. Já a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/1993) tem objetivo mais específico: fortalecer a produção cinematográfica e audiovisual brasileira. Ela também funciona por incentivo fiscal, direcionando recursos a filmes, séries, curtas, documentários, festivais e mostras.

6. Essa lei ampliou a competitividade da indústria nacional diante do mercado estrangeiro, que domina grande parte do setor. Além disso, abriu espaço para coproduções internacionais e gerou empregos em toda a cadeia audiovisual.

7. A importância desses mecanismos é dupla. Em primeiro lugar, suprem a ausência de financiamento direto robusto por parte do Estado. Em segundo, permitem descentralizar investimentos, pois empresas e cidadãos escolhem projetos dentro de critérios técnicos aprovados.

8. Outro aspecto relevante é a diversidade. Com essas leis, projetos que talvez nunca chegassem ao público ganham vida: peças teatrais, grupos musicais independentes, exposições em cidades do interior e filmes de baixo orçamento.

9. Um dos maiores mitos sobre a Lei Rouanet e a Lei do Audiovisual é a ideia de que elas “dão dinheiro para artistas”. Isso não corresponde à realidade. O que existe é um mecanismo de renúncia fiscal, com prestação de contas rigorosa.

10. Nenhum recurso é liberado sem análise técnica e aprovação prévia. Cada projeto precisa apresentar orçamento detalhado, plano de execução, objetivos, impacto cultural e formas de retorno à sociedade.

11. Outro equívoco comum é pensar que apenas artistas famosos são beneficiados. Embora tenham maior visibilidade para captar patrocínios, eles representam uma parte menor do universo de projetos contemplados.

12. Pequenos grupos de teatro, editoras independentes, museus, coletivos culturais e produtores iniciantes também acessam o mecanismo. Muitos desses projetos acontecem em regiões fora do eixo Rio-São Paulo.

13. As leis também exigem contrapartidas sociais, como ingressos gratuitos, apresentações em escolas públicas, oficinas de capacitação e ações em comunidades periféricas.

14. Dessa forma, a sociedade como um todo é beneficiada, já que a produção cultural se torna mais acessível e menos concentrada.

15. O impacto pode ser medido em números: milhares de espetáculos, filmes, exposições e livros foram viabilizados desde a criação desses instrumentos. Sem eles, grande parte da produção cultural brasileira não existiria.

16. Além do aspecto artístico, há também efeito econômico. A cultura movimenta cadeias produtivas, gera empregos diretos e indiretos, fomenta o turismo e estimula a economia criativa.

17. Em resumo, as leis não são privilégios de artistas, mas ferramentas democráticas de fomento que conectam Estado, iniciativa privada e sociedade.

18. O resultado é a ampliação do acesso à arte, a preservação da memória nacional e o fortalecimento de nossa identidade cultural.

19. Mais do que beneficiar artistas, a Lei Rouanet e a Lei do Audiovisual beneficiam o Brasil inteiro, permitindo que a cultura se torne um direito de todos.

Pessoas físicas e pessoas jurídicas podem e devem apoiar a cultura e obter os benefícios da renúncia fiscal:

Lei Rouanet (Lei de Incentivo à Cultura)

  • Pessoa Física (PF): pode abater até 6% do imposto de renda devido.

  • Pessoa Jurídica (PJ) tributada pelo lucro real: pode abater até 4% do imposto de renda devido.

Importante: o contribuinte escolhe apoiar um projeto aprovado pelo Ministério da Cultura e, depois de comprovar o aporte, faz o abatimento dentro desses limites na sua declaração.


Lei do Audiovisual

  • Pessoa Física (PF): também pode deduzir até 6% do IR devido.

  • Pessoa Jurídica (lucro real): pode deduzir até 3% do IR devido.

Nesse caso, os aportes são destinados exclusivamente a obras e projetos audiovisuais (filmes, curtas, documentários, séries, festivais etc.).

Terror à Brasileira: Transformando Lendas Urbanas em Literatura e Cinema de Sucesso

As lendas urbanas brasileiras constituem um vasto campo de imaginação, medo e fascínio popular. Espalhadas de boca em boca, elas se transformam em narrativas que ultrapassam gerações e carregam consigo elementos da cultura, da religiosidade e das tensões sociais do país. Diferentes de mitos tradicionais do folclore, as lendas urbanas surgem muitas vezes ligadas ao espaço da cidade, misturando o cotidiano com o extraordinário. Histórias de loiras misteriosas em banheiros, de carros sem motoristas, de lobisomens em bairros periféricos e até de pactos com o sobrenatural são exemplos que alimentam o imaginário coletivo brasileiro.

Essas narrativas apresentam um forte poder de identificação cultural. Elas emergem em momentos de insegurança, de transformações sociais e de choques entre tradição e modernidade. Justamente por isso, oferecem uma matéria-prima riquíssima para a literatura e o cinema, que podem transformar tais relatos em produtos criativos capazes de dialogar com diferentes públicos. No Brasil, poucos gêneros têm tanta potência de gerar interesse quanto o terror e o suspense, sobretudo quando associados àquilo que é familiar ao público. Uma lenda ouvida na infância, quando recontada em forma de conto, romance ou filme, carrega o impacto da memória e da experiência pessoal.

Do ponto de vista mercadológico, esse campo pode ser explorado em múltiplas frentes. Na literatura, editoras podem investir em coletâneas temáticas, romances de horror inspirados em lendas específicas e até mesmo em versões modernas desses relatos, inserindo-os em contextos urbanos contemporâneos. Escritores podem se apoiar em narrativas locais, oferecendo ao público brasileiro um produto com identidade própria, capaz de rivalizar com produções estrangeiras. O diferencial está na originalidade e no vínculo cultural: ao consumir uma história de terror inspirada em lendas brasileiras, o leitor sente que está diante de algo seu, enraizado em sua própria realidade.

No cinema, o potencial é ainda maior. O audiovisual permite trabalhar o medo visual e sonoro de maneira direta, amplificando o impacto das lendas urbanas. Além disso, o cinema brasileiro pode se diferenciar no mercado internacional ao oferecer obras baseadas em narrativas que o público estrangeiro desconhece, mas que despertam curiosidade. A exemplo de como o Japão exportou suas lendas de fantasmas vingativos ou como os Estados Unidos transformaram lendas urbanas em franquias de sucesso, o Brasil pode trilhar um caminho semelhante. Filmes sobre o Lobisomem da Várzea Paulista, a Loira do Banheiro ou histórias de assombrações em estradas desertas poderiam criar um catálogo genuinamente nacional.

Outra estratégia mercadológica está na convergência entre mídias. As lendas urbanas podem ser exploradas não apenas em livros e filmes, mas também em séries, podcasts, jogos eletrônicos e até em campanhas publicitárias que se apropriam do imaginário popular para gerar engajamento. Em tempos de redes sociais, o mistério e o medo viralizam com rapidez, o que permite criar produtos transmídia que alcancem diferentes públicos e idades.

Para que esse potencial se concretize, é necessário investimento e visão estratégica. O mercado editorial e cinematográfico brasileiro precisa apostar no gênero de terror e suspense não como nicho limitado, mas como segmento capaz de dialogar com a cultura nacional e gerar retorno econômico. A união entre tradição oral, criatividade contemporânea e linguagem de mercado pode transformar as lendas urbanas em um dos maiores ativos da produção cultural brasileira.

Assim, as lendas urbanas, longe de serem apenas histórias contadas no escuro, tornam-se material artístico e mercadológico, capazes de colocar o Brasil em posição de destaque na literatura e no cinema de gênero. Elas oferecem medo, fascínio e identidade cultural, três ingredientes essenciais para conquistar tanto o público interno quanto o internacional.

Com esse pensamento, a OR PRODUÇÕES e o Instituto ANEE Cultura tem se aliado a produtores independentes, editoras e

 

comunidades de várias regiões brasileiras no intuito de fazer literatura e cinema explorando esse nicho de mercado audiovisual.

O conto Sétimo, do escritor Orlando Rodrigues que integra a antologia O encantos do lobisomem publicado pela editora Letras virtuais, reúne potencial para ser transformado em um longa-metragem e tem projeto aprovado na ANCINE para captação de recursos, além de estar inscrito no edital PROACSP, visando obtenção dos recursos necessários a essa iniciativa.

O projeto conta ainda com o apoio de pessoas influentes na região de Jundiaí e Várzea Paulista, no interior de São Paulo, que abraçaram a ideia da realização de um filme unindo a literatura com uma lenda urbana local relacionada a aparição de lobisomens, sobretudo, na comunidade de Várzea Paulista.

Empresas, autoridades, comunidade local e de outras regiões que desejarem participar do projeto basta escrever para contato@ortv.com.br. Participe!

Sétimo: A ficção de Ungidos e o lobisomem de Várzea Paulista

O conto “Sétimo”, de Orlando Barbosa Rodrigues, presidente do Instituto ANEECULTURA, é a base de um projeto audiovisual de grande relevância cultural, recentemente aprovado pela ANCINE para captação de recursos, através do despacho 118-E publicado em 12/09/2026 no diário Oficial da União.

O encanto dos lobisomens

Trata-se de mais um projeto apoiado pela ANEE – Associação Nacional de Escritores e Editoras. O conto faz parte da antologia Encantos do Lobisomem, publicado pela Editora Letras Virtuais que tem como coautores: Orlando Rodrigues, Paulinho Dhi Andrade, Denis Nishimura e Eliana Bauman.

Sobre a produção

O filme que pretende mesclar ficção, lenda urbana e fatos cotidianos, mergulha nas raízes do imaginário popular brasileiro, trazendo à tona a maldição do sétimo filho homem, condenado a transformar-se em lobisomem

O conto original situa-se na fictícia cidade de Ungidos, no agreste nordestino, onde a religiosidade e a superstição dominam a vida comunitária.

Antônia, mãe viúva, dá à luz Serafim, seu sétimo filho homem, sob o peso de uma crença ancestral.

À medida que o menino cresce, sinais da maldição se tornam evidentes, desencadeando medo, preconceito e perseguição.

A narrativa se desenrola em torno da luta entre destino e livre-arbítrio, entre fé e superstição, culminando em um ciclo trágico que perpetua o horror através do nascimento de uma nova criança amaldiçoada: o Sétimo.

Projeto em fase de captação de recursos

O projeto de produção do longa-metragem inspirado nesse conto adapta o enredo para o interior paulista, preservando o caráter simbólico de Ungidos, mas aproximando a trama do público contemporâneo.

A produção prevê filmagens em cidades integrantes da Film Commission de São Paulo, além de Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Ribeirão Preto e Várzea Paulista e espera contar com o apoio de autoridades, empresários e comunidade local, para obtenção dos recursos inerentes às fases de pré-produção, produção e pós-produção.

Ficção ou realidade?

Dentre as cidades cabe destacar Várzea Paulista que tem registrado relatos recentes de avistamentos de lobisomem, documentados em vídeos e depoimentos populares, o que reforça a conexão entre a lenda e a realidade local.

Além da força narrativa, o filme busca movimentar a economia criativa regional, gerar empregos diretos e indiretos, e integrar a comunidade em oficinas, palestras e exibições.

Apoio à produção

Empresas e pessoas físicas da região podem apoiar financeiramente a produção por meio de incentivos fiscais já aprovados pela ANCINE, transformando parte dos impostos devidos em investimento cultural seguro e estratégico

Assim, “Sétimo” se consolida como mais que uma história de terror popular. É uma obra que resgata tradições, provoca reflexões sobre preconceito e intolerância, e valoriza o folclore brasileiro, unindo a força da literatura à potência do cinema nacional.

Interessados em apoiar e patrocinar o projeto devem entrar em contato aqui mesmo pelo blog, escrevendo para contato@ortv.com.br ou presidencia@anee.org.br.

O projeto está aberto para negociar as diversas contrapartidas possíveis. Participe!

Projetos Culturais marca nova fase da OR PRODUÇÕES.

A estreia do quadro Projetos Culturais no canal ORTVWEB do YouTube marca um momento importante para a difusão da arte, da literatura e do audiovisual. O novo espaço surge como uma vitrine para iniciativas culturais que se destacam pela originalidade, relevância social e impacto transformador em comunidades diversas.

O objetivo do quadro é aproximar o público dos bastidores da criação artística, mostrando como ideias se tornam projetos concretos e alcançam reconhecimento por meio de leis de incentivo, editais, parcerias e patrocínios.

No primeiro episódio, o canal apresenta uma análise do filme Irmãs diabólicas (Sisters) que marcou o início de Brian de Palma no cenário hollywoodiano.

O formato privilegiará também entrevistas, análises de projetos já realizados, além de apresentar iniciativas em andamento, criando um espaço de diálogo entre criadores e público.

A cada programa, os espectadores terão contato com histórias inspiradoras que revelam os desafios e conquistas de quem faz cultura.

Além disso, o quadro trará informações úteis sobre mecanismos de fomento, servindo também como guia para quem deseja tirar do papel sua própria ideia cultural.

A ORTVWEB busca, com isso, fortalecer sua missão de incentivar a arte e a cultura, democratizando o acesso a informações que muitas vezes ficam restritas a especialistas do setor.

O quadro Projetos Culturais também dialoga com o espírito colaborativo da criação artística, reforçando que cultura é patrimônio coletivo e deve ser compartilhada.

A expectativa é de que o público se identifique com as narrativas apresentadas e encontre inspiração para valorizar e apoiar iniciativas culturais.

Assim, a estreia do quadro inaugura uma nova fase na ORTVWEB, reafirmando o compromisso de divulgar conteúdos que unem entretenimento, informação e formação cultural.

A estreia simboliza um passo decisivo na consolidação de um espaço que possa vir a ser referência para quem acredita no poder da cultura como instrumento de transformação social.

Com periodicidade definida, linguagem acessível, conteúdo de qualidade, mas com simplicidade no processo de produção e edição, o quadro promete atrair tanto o público geral quanto profissionais do setor cultural.

Mais do que apresentar projetos, o programa será uma ponte entre criadores, investidores, instituições e sociedade.

A estreia já desperta curiosidade e expectativa, pois abre caminho para que o canal se torne uma verdadeira plataforma de valorização cultural.

Saiba mais em: OR PRODUÇÕES ORTVWEB – YouTube

Tubarão: Meio Século nas Telas.

Em 2025, o cinema mundial celebra meio século de um de seus maiores marcos: Tubarão (Jaws), dirigido por Steven Spielberg e lançado em 1975. A produção não apenas redefiniu o gênero do suspense e do terror, como também inaugurou uma nova era em Hollywood, tornando-se um fenômeno cultural e um divisor de águas para a indústria cinematográfica.

Com uma narrativa simples, mas poderosa, o filme conta a história de uma pequena comunidade litorânea aterrorizada por um tubarão branco gigante. O enredo se concentra no chefe de polícia Martin Brody (Roy Scheider), no oceanógrafo Matt Hooper (Richard Dreyfuss e no caçador de tubarões Quint (Robert Shaw), que unem forças para enfrentar a ameaça. A tensão crescente, somada à trilha sonora icônica de John Williams, criou uma atmosfera de medo e expectativa poucas vezes vista nas telas.

O impacto de Tubarão foi imediato. Spielberg, então um jovem cineasta, conseguiu transformar um orçamento modesto em um espetáculo que prendeu milhões de espectadores. O longa quebrou recordes de bilheteria, ultrapassando a marca dos 470 milhões de dólares em todo o mundo, um valor impressionante para a época. Mais do que números, ele inaugurou o conceito de “blockbuster de verão”, criando um modelo de lançamento que se tornaria padrão na indústria.

A genialidade de Spielberg esteve também em trabalhar as limitações técnicas a seu favor. O tubarão mecânico, apelidado de “Bruce”, enfrentou inúmeros problemas durante as filmagens. Isso obrigou o diretor a sugerir a presença da criatura por meio da câmera subjetiva, das sombras e, principalmente, da música de Williams. O resultado foi ainda mais assustador, mostrando que o medo do invisível pode ser mais eficaz que a exposição explícita.

Ao longo dos anos, Tubarão consolidou-se como referência obrigatória não apenas no gênero de terror, mas no cinema como um todo. A obra influenciou gerações de cineastas, sendo citada como inspiração por nomes como James Cameron, Ridley Scott e Guillermo del Toro. Além disso, rendeu continuações, imitações e paródias, mas nenhuma delas alcançou o mesmo prestígio do original.

No imaginário coletivo, a figura do tubarão tornou-se sinônimo de terror marinho. Não foram poucos os relatos de pessoas que, após assistir ao filme, desenvolveram verdadeiro pavor de entrar no mar. Esse poder de transformar percepções e comportamentos atesta a força da obra e sua capacidade de ultrapassar a tela.

Cinquenta anos depois, Tubarão permanece atual. A construção do suspense, a eficiência narrativa e a inteligência em lidar com a limitação dos efeitos especiais continuam a inspirar. Spielberg demonstrou, com apenas 28 anos, um domínio raro da linguagem cinematográfica, provando que o verdadeiro terror nasce do detalhe, da sugestão e da habilidade em contar uma boa história.

Tubarão permanece vivo, nadando firme no oceano da memória coletiva, lembrando-nos de que o medo, quando bem conduzido, pode ser também uma obra de arte.

Lobisomem: encantos do sobrenatural.

A lenda do lobisomem atravessa séculos e culturas, mantendo-se como uma das narrativas mais intrigantes do imaginário popular. Misturando medo e fascínio, ela desperta a curiosidade por representar a fronteira nebulosa entre o homem e a fera, o racional e o instintivo. Em muitas regiões do Brasil, especialmente no interior, histórias sobre encontros com lobisomens ainda circulam de boca em boca, ganhando novas versões a cada geração.

Há relatos que remontam ao período colonial, quando viajantes e sertanejos afirmavam ter visto criaturas peludas, de olhos vermelhos e uivos cortantes, vagando à luz da lua cheia. Em cidades pequenas, casos de “aparições reais” ganharam fama, como o de um vilarejo mineiro nos anos 1970, onde moradores afirmaram ter perseguido uma figura monstruosa que saltava muros com agilidade sobre-humana. No interior do Paraná, na década de 1990, uma série de ataques a galinheiros e animais de criação foi atribuída a um lobisomem, levando até a organização de vigílias noturnas.

Um caso recente, relatado em um vídeo documentário disponível no YouTube, que pode ser conferido abaixo, narra uma “caçada” ao lobisomem em uma região do interior de São Paulo, em Várzea Paulista.

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O encanto da lenda reside também na sua carga simbólica: o lobisomem é a representação do lado selvagem que o ser humano teme, mas ao mesmo tempo deseja compreender. Ele mistura o proibido, o sobrenatural e o trágico, pois a transformação geralmente é vista como uma maldição. Seja pela atmosfera sombria das noites de lua cheia, pelo mistério das supostas aparições ou pelo suspense que envolve suas histórias, o lobisomem continua vivo não apenas nas narrativas folclóricas, mas na imaginação coletiva, onde medo e fascínio caminham lado a lado.

Foi nesse contexto que quatro escritores brasileiros se reuniram em uma antologia de contos para apresentar histórias relacionadas ao encanto dos lobisomens. Denis Nishimura, Eliana Baumam, Orlando Rodrigues e Paulinho Dhi Andrade, cada um com sua característica narrativa, prometem assustar, arrepiar, emocionar e até arrancar risadas (mesmo de nervoso) com suas histórias.

O livro publicado pela Letras Virtuais Editora pode ser adquirido diretamente com seus respectivos autores.

A batalha das Ardenas. O filme.

Na noite desta segunda-feira, 11 de agosto de 2025, a plataforma ORTVWEB, em parceria com a Rede UTV, apresentou o filme A Batalha das Ardenas, uma produção que revive um dos confrontos mais sangrentos e estratégicos da Segunda Guerra Mundial. A exibição fez parte de um especial sobre filmes de guerra, atraindo cinéfilos e entusiastas de história para uma transmissão simultânea em todo o Brasil.

Sinopse:

Ambientado no inverno de 1944, o longa acompanha os dramáticos acontecimentos da última grande ofensiva de Adolf Hitler contra as forças aliadas, conhecida como Batalha das Ardenas. Em meio a nevascas implacáveis e terrenos traiçoeiros, soldados aliados e alemães travam um combate desesperado. Enquanto comandantes elaboram estratégias arriscadas, homens comuns enfrentam o frio, a fome e o medo da morte iminente. O enredo alterna cenas de ação intensa com momentos de reflexão sobre coragem, lealdade e o preço da guerra.

Ficha Técnica:

  • Título original: Wunderland
  • Direção: Steven Luke
  • Produção: Screen Media Films
  • Roteiro: Steven Luke
  • Gênero: Guerra / Drama Histórico
  • Duração: 85 minutos
  • Ano de Produção: 2018
  • País: Estados Unidos

Elenco:

  • Tom Berenger como Coronel Doug Reisman
  • Steven Luke como Soldado Clarence Smoyer
  • Mikeal Burgin como Soldado Daniels
  • Aaron Courteau como Sargento Lance
  • Apostalidis Totsikas como Capitão Gessler

Curiosidades:

  1. Grande parte das filmagens ocorreu em locações com neve real, para preservar a veracidade das condições enfrentadas pelos soldados.
  2. O ator Tom Berenger, veterano de filmes de guerra como Platoon, aceitou o papel pela oportunidade de revisitar o gênero sob uma nova perspectiva.
  3. A produção fez uso de tanques e veículos militares autênticos da época, cedidos por colecionadores e museus.
  4. Embora seja um filme independente, A Batalha das Ardenas se destaca pelo cuidado histórico na reconstituição de uniformes, armamentos e diálogos militares.
  5. O diretor Steven Luke também atua no longa, equilibrando funções na frente e atrás das câmeras.

Trailer do filme com legendas.

Com cenas tensas, fotografia gelada e atuações intensas, A Batalha das Ardenas chega na ORTVWEB em uma parceria inédita com a Rede UTV, que gentilmente cedeu os direitos de exibição do filme, reafirmando o compromisso das plataformas em oferecer conteúdos de qualidade que unem entretenimento e memória histórica.

Outros filmes em parceria

Além de A Batalha das Ardenas há outros títulos, todos em versão dublada, compondo a playlist da ORTVWEB. Ente eles: A flor mortal e A filha do mosqueteiro. Outros títulos relacionados a essa parceria serão disponibilizados em breve.

A playlist da ORTVWEB é transmitida em looping e o público pode ter acesso aos conteúdos em vários dias e horários diferentes.

 

 

 

Pacto entre canalhas. O combinado não é caro.

Em um universo onde as sombras da moralidade se entrelaçam com segredos inconfessáveis, Pacto Entre Canalhas conduz o leitor por um labirinto de dilemas éticos, traições e acordos de consequências devastadoras.

A narrativa, repleta de suspense e reflexões filosóficas, acompanha personagens que transitam por caminhos tortuosos, carregando culpas e arrependimentos, enquanto desafiam os próprios conceitos de justiça e redenção.

Entre pactos silenciosos e escolhas que ecoam através do tempo, a trama questiona os limites entre o que somos e o que estamos dispostos a sacrificar para alcançar nossos objetivos.

Em um jogo de poder, lealdade e manipulação, a história nos lembra que a humanidade não é definida apenas pela luz que buscamos, mas também pelas sombras que carregamos.

Essa é a sinopse do livro de autoria do escritor goiano, radicado no interior de São Paulo, na cidade de Tatuí, Orlando Rodrigues, uma adaptação do roteiro homônimo do cineasta Luiz Cesar Rangel, cujo filme, em sua primeira versão, brevemente estará disponível nas plataformas de streaming.

Pacto entre canalhas. O combinado não é caro.

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O livro é uma publicação da editora Letras virtuais e pode ser adquirido na versão impressa diretamente com o autor e em ebook na Amazon, clicando aqui.

Já o filme, conta com um remake, cujas filmagens foram realizadas na cidade de Jundiaí em São Paulo entre os dias 27 de julho e 01 de agosto deste ano de 2025, ainda sem previsão de lançamento, e é produzido, dirigido e protagonizado por Luiz Cesar Rangel, nas duas versões.

O remake de Pacto entre canalhas: o combinado não é caro conta com produção executiva de Orlando Rodrigues e tem em seu elenco nomes como Deo Garcez, Socleson Dantas, Michela Giarola, Eduardo Fortes, entre outros convidados.

Livro e filme são produções independentes. Embora contem com projetos aprovados por meio da Lei do audiovisual e Lei Rouanet, aguardam apoio e patrocínio por meio dessas Leis de incentivo.

Pessoas Físicas e jurídicas podem se beneficiar com abatimento entre 4 e 6% no valor do imposto de renda devido, dos valores investidos nas demais fases desses dois projetos. Afinal, o combinado não é caro.

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Resenha da Trilogia “O Fio da Meada”

A trilogia O Fio da Meada, escrita por Orlando Rodrigues, é uma obra que atravessa os limites do suspense empresarial e mergulha no thriller político, até alcançar o território do fantástico e do apocalíptico. Dividida em três partes – Cores & Brilho, O Confronto e Além da Fronteira –, a série é conduzida por personagens complexos como Karina, Jonas, Luiza e Miguel, todos inseridos em tramas entrelaçadas por poder, corrupção, desejo e, mais adiante, mistério e elementos sobrenaturais.

Na primeira parte, somos introduzidos ao universo corporativo da empresa de pedras preciosas “Cores & Brilho”, comandada por Karina Lousano, uma jovem empresária que luta para manter a legalidade dos negócios diante de pressões de seu sócio Jonas e seus contatos suspeitos. Intrigas amorosas, corrupção no mercado de pedras preciosas e tensões entre sócios formam o pano de fundo de uma narrativa envolvente, marcada pelo suspense e pelo perigo iminente.

A segunda parte, O Confronto, apresenta a escalada dos conflitos e insinua a podridão que permeia os bastidores do poder. Aqui, surge Miguel, um ex-agente da Polícia Federal que atua como investigador particular e segurança de políticos. A obra ganha contornos de investigação criminal e thriller político, com atentados, tiroteios e conspirações em meio ao cenário de Brasília. O passado das personagens começa a se revelar e a trama se adensa, mesclando ação e erotismo de forma intensa e cinematográfica.

É na terceira parte, Além da Fronteira, que a narrativa atinge seu clímax insólito. Uma onda de eventos inexplicáveis se alastra pelo Brasil e pelo mundo: mortes misteriosas, pane nos sistemas de comunicação, comportamentos zumbificados e indícios de invasão extraterrestre. A realidade se distorce e a trilogia dá um salto de gênero, assumindo um tom de ficção científica e horror. A capital federal torna-se palco de caos, e os protagonistas se veem às voltas com segredos que ultrapassam o entendimento humano, questionando os limites do real e do imaginável.

Rodrigues conduz a trilogia com ritmo ágil e diálogos carregados de tensão. A linguagem, direta e cinematográfica, remete a thrillers contemporâneos e novelas investigativas. A transição entre os gêneros – do drama corporativo ao terror apocalíptico – surpreende, mas é feita de maneira gradual e consistente, demonstrando ousadia e criatividade.

O Fio da Meada é, acima de tudo, uma trilogia sobre as consequências do poder desmedido e das escolhas morais. Com cenas marcantes, personagens ambíguos e um desfecho aberto ao simbólico e ao fantástico, a obra se estabelece como um épico moderno de conspiração, erotismo, mistério e sobrevivência em tempos extremos.

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Guerra Tributária: Um Alerta para o Setor Criativo

Em um mundo cada vez mais globalizado, os reflexos de decisões econômicas e políticas ultrapassam fronteiras, afetando diretamente diversos setores — inclusive a cultura. Um dos fenômenos recentes que têm gerado apreensão entre analistas e gestores culturais é a intensificação da chamada “guerra tributária” entre países. Essa disputa, que envolve a oferta agressiva de incentivos fiscais para atrair empresas, investimentos e receitas, pode acarretar efeitos colaterais profundos para a produção, circulação e financiamento da cultura.

Na tentativa de conquistar sedes de multinacionais e garantir arrecadações volumosas, governos reduzem impostos corporativos de forma unilateral, alimentando uma competição que, ao longo do tempo, pode corroer a base tributária global. Com menos recursos disponíveis nos cofres públicos, áreas historicamente subfinanciadas, como a cultura, tendem a sofrer cortes ainda mais severos. Projetos audiovisuais, bibliotecas públicas, museus e programas de fomento à literatura e às artes podem ser drasticamente impactados.

Outro ponto crítico diz respeito à desestabilização dos mecanismos internacionais de apoio à cultura. Com o enfraquecimento de tratados multilaterais e a migração de empresas criativas para paraísos fiscais, muitos países perdem receitas que poderiam ser investidas em políticas públicas culturais. A concentração de capital em determinados polos globais também pode gerar desequilíbrios na distribuição de produtos culturais, enfraquecendo a diversidade artística e favorecendo a hegemonia de conteúdos de países economicamente mais fortes.

No âmbito local, as tensões tributárias podem levar governos a rever isenções e incentivos fiscais oferecidos a agentes culturais. Editais e leis de incentivo — como as que vigoram em vários países latino-americanos — passam a ser questionados sob o pretexto de ajuste fiscal. A consequência pode ser uma redução drástica de oportunidades para artistas independentes, editoras, coletivos e produtores culturais que dependem do suporte estatal para viabilizar suas obras.

Em contrapartida, a crise traz à tona a urgência de repensar modelos de financiamento da cultura, incentivando parcerias sustentáveis entre setores público e privado e promovendo a valorização da cultura como um ativo estratégico — e não como um mero gasto. A cultura, afinal, é uma das formas mais potentes de expressão da identidade nacional, e sua preservação deve ser uma prioridade em qualquer cenário geopolítico.

Portanto, diante do avanço da guerra tributária, é fundamental que os agentes culturais, governos e a sociedade civil se mantenham atentos e mobilizados. A cultura não pode ser a vítima silenciosa de uma disputa econômica que privilegia cifras em detrimento da criatividade, da memória e da diversidade dos povos.

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