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Agonia: um filme de tirar o fôlego. – ANEE CULTURA

Aconteceu na noite de ontem (28/07) a exibição do filme Agonia de Luiz Cesar Rangel, associado da ANEE, na sala de exibição São Paulo Minas no Espaço Expressa, na cidade de Jundiaí em São Paulo.

O filme aborda de maneira original e surpreendente a questão da saúde mental, principalmente o burnout, com cenas e diálogos que parecem terem sido copiados das mentes e almas de quem o assiste e se vê representado em vários momentos do filme que prende atenção do público do início ao fim.

Com atuações magistrais de Diogo Savalla, Anelise Caldini, Luiz Guilherme, Miguel Nader e uma marcante atuação de Soclesom Dantas, ator e dançarino residente em Jundiaí e participações muito especiais de Lopes Dilo, Michela Giarola, Eduardo Fortes, entre outros convidados, Agonia é de tirar o folego, provocar risos, lágrimas e ainda despertar um senso de autocrítica em quem assiste sobre comportamentos abusivos, relações tóxicas e tantas outras perturbações da mente, preconceitos e outros sentimentos que muitas vezes temos, mas, nem sempre admitimos, por achar que o erro está no outro.

A exibição especial em Jundiaí coincide com a pré-produção e início de filmagens de Pacto entre canalhas – o combinado não é caro de Rangel. Fazem parte do elenco do filme o próprio Rangel, Déo Garcez, Soclesom Dantas e grande elenco.

Pacto entre canalhas – o combinado não é caro conta também com o livro homônimo de autoria de Orlando Rodrigues – Presidente do Instituto ANEE cultura, a partir de uma adaptação do roteiro do filme para a linguagem literária que está prestes a ser lançado.

Soclesom Dantas brilha no filme Agonia com sua atuação marcante.

A arte e a cultura pulsam e como diz Rangel em seus filmes “Existimos, resistimos e persistimos”.

 

Origem: Agonia: um filme de tirar o fôlego. – ANEE CULTURA

Resenha da Trilogia “O Fio da Meada”

A trilogia O Fio da Meada, escrita por Orlando Rodrigues, é uma obra que atravessa os limites do suspense empresarial e mergulha no thriller político, até alcançar o território do fantástico e do apocalíptico. Dividida em três partes – Cores & Brilho, O Confronto e Além da Fronteira –, a série é conduzida por personagens complexos como Karina, Jonas, Luiza e Miguel, todos inseridos em tramas entrelaçadas por poder, corrupção, desejo e, mais adiante, mistério e elementos sobrenaturais.

Na primeira parte, somos introduzidos ao universo corporativo da empresa de pedras preciosas “Cores & Brilho”, comandada por Karina Lousano, uma jovem empresária que luta para manter a legalidade dos negócios diante de pressões de seu sócio Jonas e seus contatos suspeitos. Intrigas amorosas, corrupção no mercado de pedras preciosas e tensões entre sócios formam o pano de fundo de uma narrativa envolvente, marcada pelo suspense e pelo perigo iminente.

A segunda parte, O Confronto, apresenta a escalada dos conflitos e insinua a podridão que permeia os bastidores do poder. Aqui, surge Miguel, um ex-agente da Polícia Federal que atua como investigador particular e segurança de políticos. A obra ganha contornos de investigação criminal e thriller político, com atentados, tiroteios e conspirações em meio ao cenário de Brasília. O passado das personagens começa a se revelar e a trama se adensa, mesclando ação e erotismo de forma intensa e cinematográfica.

É na terceira parte, Além da Fronteira, que a narrativa atinge seu clímax insólito. Uma onda de eventos inexplicáveis se alastra pelo Brasil e pelo mundo: mortes misteriosas, pane nos sistemas de comunicação, comportamentos zumbificados e indícios de invasão extraterrestre. A realidade se distorce e a trilogia dá um salto de gênero, assumindo um tom de ficção científica e horror. A capital federal torna-se palco de caos, e os protagonistas se veem às voltas com segredos que ultrapassam o entendimento humano, questionando os limites do real e do imaginável.

Rodrigues conduz a trilogia com ritmo ágil e diálogos carregados de tensão. A linguagem, direta e cinematográfica, remete a thrillers contemporâneos e novelas investigativas. A transição entre os gêneros – do drama corporativo ao terror apocalíptico – surpreende, mas é feita de maneira gradual e consistente, demonstrando ousadia e criatividade.

O Fio da Meada é, acima de tudo, uma trilogia sobre as consequências do poder desmedido e das escolhas morais. Com cenas marcantes, personagens ambíguos e um desfecho aberto ao simbólico e ao fantástico, a obra se estabelece como um épico moderno de conspiração, erotismo, mistério e sobrevivência em tempos extremos.

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Guerra Tributária: Um Alerta para o Setor Criativo

Em um mundo cada vez mais globalizado, os reflexos de decisões econômicas e políticas ultrapassam fronteiras, afetando diretamente diversos setores — inclusive a cultura. Um dos fenômenos recentes que têm gerado apreensão entre analistas e gestores culturais é a intensificação da chamada “guerra tributária” entre países. Essa disputa, que envolve a oferta agressiva de incentivos fiscais para atrair empresas, investimentos e receitas, pode acarretar efeitos colaterais profundos para a produção, circulação e financiamento da cultura.

Na tentativa de conquistar sedes de multinacionais e garantir arrecadações volumosas, governos reduzem impostos corporativos de forma unilateral, alimentando uma competição que, ao longo do tempo, pode corroer a base tributária global. Com menos recursos disponíveis nos cofres públicos, áreas historicamente subfinanciadas, como a cultura, tendem a sofrer cortes ainda mais severos. Projetos audiovisuais, bibliotecas públicas, museus e programas de fomento à literatura e às artes podem ser drasticamente impactados.

Outro ponto crítico diz respeito à desestabilização dos mecanismos internacionais de apoio à cultura. Com o enfraquecimento de tratados multilaterais e a migração de empresas criativas para paraísos fiscais, muitos países perdem receitas que poderiam ser investidas em políticas públicas culturais. A concentração de capital em determinados polos globais também pode gerar desequilíbrios na distribuição de produtos culturais, enfraquecendo a diversidade artística e favorecendo a hegemonia de conteúdos de países economicamente mais fortes.

No âmbito local, as tensões tributárias podem levar governos a rever isenções e incentivos fiscais oferecidos a agentes culturais. Editais e leis de incentivo — como as que vigoram em vários países latino-americanos — passam a ser questionados sob o pretexto de ajuste fiscal. A consequência pode ser uma redução drástica de oportunidades para artistas independentes, editoras, coletivos e produtores culturais que dependem do suporte estatal para viabilizar suas obras.

Em contrapartida, a crise traz à tona a urgência de repensar modelos de financiamento da cultura, incentivando parcerias sustentáveis entre setores público e privado e promovendo a valorização da cultura como um ativo estratégico — e não como um mero gasto. A cultura, afinal, é uma das formas mais potentes de expressão da identidade nacional, e sua preservação deve ser uma prioridade em qualquer cenário geopolítico.

Portanto, diante do avanço da guerra tributária, é fundamental que os agentes culturais, governos e a sociedade civil se mantenham atentos e mobilizados. A cultura não pode ser a vítima silenciosa de uma disputa econômica que privilegia cifras em detrimento da criatividade, da memória e da diversidade dos povos.

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O renascimento do cinema independente: novas vozes, novas histórias.

Em tempos em que o audiovisual se diversifica e se torna mais acessível, o renascimento do cinema nacional independente vive um momento criativo. Fora do circuito tradicional, longe das grandes produtoras e orçamentos milionários, cineastas brasileiros vêm provando que é possível fazer arte com poucos recursos e muito talento. A ORTVWEB, sempre atenta aos movimentos culturais autênticos, abre espaço para divulgar e valorizar essas produções.

Renascimento

Muito além do entretenimento, o cinema independente brasileiro tem sido uma poderosa ferramenta de denúncia social, resgate histórico, afirmação de identidade e preservação da memória coletiva. Obras como Riquezas do Cerrado, documentário dirigido por Weber Santana, mostram que é possível unir arte e consciência ambiental em uma linguagem acessível e impactante. O filme, que foi finalista no Troféu Tiokô 2025, é um exemplo de como produções fora do eixo Rio-São Paulo podem alcançar reconhecimento e relevância nacional.

Enquanto as salas de cinema enfrentam desafios de público, a internet se consolida como principal canal de difusão de filmes independentes. Plataformas como YouTube, Vimeo e festivais online permitem que novos realizadores apresentem suas obras a audiências antes inalcançáveis. O que falta muitas vezes é visibilidade – e é aí que entra o papel da ORTVWEB.

Com o compromisso de democratizar o acesso à cultura e apoiar a arte brasileira, a ORTVWEB convida cineastas independentes de todo o país a enviarem seus projetos para divulgação gratuita. Não importa se é um curta experimental, um documentário comunitário ou um longa de ficção gravado com o celular – se há uma história para contar, há espaço para ela aqui.

Para participar, basta escrever para contato@ortv.com.br, enviando sinopse, link de exibição e informações básicas sobre a obra e seus realizadores. Nosso blog e nosso canal estão abertos para quem acredita no poder da arte como ferramenta de transformação.

Dê voz ao seu filme. Dê luz à sua história. O Brasil precisa ver o que você tem a dizer.

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Book trailers eficazes: estratégias que convertem leitura em vendas

Em um cenário cada vez mais competitivo no mercado editorial, o book trailer surge como uma poderosa ferramenta de marketing literário. Assim como um trailer de cinema, ele busca capturar a essência da obra, despertar emoções e, principalmente, gerar curiosidade e desejo no potencial leitor. No entanto, para que seja realmente eficaz, é preciso ir além de uma simples apresentação visual. Um book trailer bem produzido pode ser o diferencial entre um livro ignorado e um best-seller independente.

O primeiro passo para criar um trailer impactante é entender o público-alvo da obra. Um romance jovem adulto pede uma estética diferente de um thriller psicológico ou de uma biografia histórica. A linguagem visual, a trilha sonora, o ritmo da edição e até a escolha das fontes devem dialogar com o universo do livro e com as preferências do seu leitor ideal.

Outro aspecto fundamental é o roteiro do trailer. Evite resumos longos ou explicações didáticas. Um bom book trailer funciona mais como um convite instigante do que como uma sinopse. Ele deve apresentar um conflito, um personagem marcante ou uma atmosfera que prenda a atenção nos primeiros segundos. A ideia é sugerir, não revelar.

A qualidade técnica também é crucial. Mesmo produções simples podem causar impacto se tiverem boa edição, imagens coerentes, trilha sonora adequada e narração bem feita. Muitos autores independentes têm recorrido a bancos de vídeos gratuitos, softwares acessíveis de edição e parcerias com estudantes de audiovisual para viabilizar produções de baixo custo e alto efeito.

Para ampliar o alcance, o book trailer deve ser divulgado estrategicamente: nas redes sociais do autor, em canais de literatura no YouTube, em grupos de leitores no Facebook, no Instagram, e especialmente no TikTok, onde vídeos curtos e criativos sobre livros ganham grande tração. Um book trailer pode, inclusive, ser adaptado para diferentes formatos e campanhas.

Por fim, é importante lembrar que o trailer não vende o livro sozinho. Ele é uma ferramenta complementar, que deve estar integrada a uma estratégia maior de divulgação, com boas capas, descrições cativantes, presença digital consistente e, claro, um livro bem escrito.

Quando bem planejado, o book trailer deixa de ser apenas um recurso estético e se transforma em um gatilho emocional poderoso, capaz de converter visualizações em cliques e cliques em vendas. Afinal, em tempos de consumo rápido e estímulos visuais constantes, o vídeo pode ser a porta de entrada para uma nova história na estante dos leitores.

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A inteligência artificial e a revolução da criação literária

A inteligência artificial (IA) está provocando uma transformação silenciosa, porém profunda, na forma como concebemos, desenvolvemos e compartilhamos obras literárias. Antes restrita a áreas como tecnologia e automação, a IA agora se posiciona como uma aliada poderosa no universo da literatura, abrindo novas possibilidades criativas para escritores, editoras e produtores culturais.

Ferramentas como ChatGPT, Grammarly, Sudowrite e Jasper já são utilizadas por autores para estruturar enredos, revisar textos, sugerir títulos, sinopses e até gerar personagens. Essas plataformas auxiliam desde a fase de brainstorming até o acabamento da obra, permitindo ao autor mais tempo para se dedicar à originalidade e à construção de universos complexos. A IA não substitui o talento humano, mas potencializa suas capacidades, tornando o processo mais fluido e acessível.

Além da criação, a IA também tem se destacado na edição textual, com algoritmos capazes de identificar falhas de coerência, ritmo narrativo e até tom emocional. Para editoras independentes e escritores autônomos, isso representa uma economia significativa e um ganho de qualidade.

Na divulgação, o impacto é igualmente expressivo. Com o uso de IA, é possível analisar tendências de leitura, identificar públicos-alvo, otimizar campanhas de marketing digital e criar conteúdos personalizados para redes sociais. Softwares de geração de imagem auxiliam na criação de capas e materiais gráficos, enquanto chatbots podem interagir com leitores e automatizar lançamentos.

Contudo, o avanço da IA também impõe reflexões éticas: como garantir a autoria e originalidade? Como evitar a padronização criativa? A resposta talvez esteja no equilíbrio. A IA deve ser vista como uma ferramenta — não como um substituto — da imaginação humana.

Em um mundo onde tempo, impacto e inovação são essenciais, a inteligência artificial se revela uma parceira indispensável para quem deseja escrever e ser lido. Trata-se de uma nova era na literatura — e ela já começou.

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A Inquietude de um ser.

Orlando Rodrigues é um autor goiano que se destaca, além da inquietude, por sua escrita criativa, envolvente e capaz de transitar com naturalidade por diferentes gêneros e estilos. Com obras publicadas na Amazon, Rodrigues tem um público fiel que acompanha suas publicações.

Apaixonado por contar histórias, o escritor explora temas que vão do suspense ao romance, passando por tramas policiais, dramas psicológicos e narrativas de fundo social. Sua habilidade em criar personagens complexos e situações surpreendentes transforma cada livro em uma experiência única para o leitor. O compromisso com a qualidade narrativa e o cuidado com os detalhes são marcas registradas de suas obras.

Entre seus livros de maior destaque estão a trilogia O fio da meada, Anastasis: almas telepáticas, B.I.R.D.S.- Portas do Armagedom e o mais recente Inferno 70, todos disponíveis na Amazon em formato digital. O autor também se dedica a projetos voltados ao cinema. Inferno 70, é uma adaptação literária de um roteiro de cinema e Pacto entre canalhas, filme prestes a estrear nas plataformas digitais (trailer oficial do filme abaixo) , cujo livro de sua autoria está em fase de publicação pela editora Letras Virtuais ressaltam a força audiovisual e o dinamismo de suas tramas.

Inquietude

Além da literatura, Orlando Rodrigues se mostra um entusiasta da cultura e da arte brasileira, participando ativamente de iniciativas que promovem novos talentos e incentivam a leitura. É presidente da ANEE – Associação Nacional de Escritores e Editoras (Instituto ANEE cultura), com sede em Goiânia.

Recentemente se mudou para o estado de São Paulo e reside na cidade de Tatuí. Seu trabalho vem conquistando leitores em todo o Brasil e no exterior, evidenciando o potencial de suas obras além das fronteiras nacionais.

Para mais informações sobre o autor e seus livros, acesse: Amazon – Orlando Rodrigues

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O Encanto e os Preconceitos dos Filmes B

Os chamados filmes B, frequentemente tratados como produções de segunda categoria, ocupam um lugar peculiar na história do cinema. Originalmente concebidos como atrações secundárias para as sessões duplas nas décadas de 1930 e 1940, esses filmes foram marcados por orçamentos reduzidos, elencos desconhecidos e enredos muitas vezes considerados absurdos ou exagerados. Contudo, é justamente nesse terreno de improvisação, ousadia e liberdade criativa que reside o encanto do gênero.

Enquanto o cinema mainstream muitas vezes se prende a fórmulas seguras e orçamentos milionários, os filmes B ousam experimentar. Eles transitam com desenvoltura entre o horror, a ficção científica, o faroeste, a comédia e o erotismo, criando universos próprios onde o exagero é bem-vindo e a lógica pode ser desafiada. Clássicos cult como Plan 9 from Outer Space, de Ed Wood, ou Attack of the 50 Foot Woman, se tornaram ícones justamente por seus defeitos, que ganharam charme com o passar do tempo.

Apesar disso, o preconceito persiste. Muitos críticos e espectadores ainda os veem como subprodutos descartáveis, ignorando sua importância cultural, seu valor estético e sua contribuição à linguagem cinematográfica. Por outro lado, existe um público fiel e apaixonado que compreende a magia do tosco, do exagerado e do inusitado. Para esses fãs, os filmes B são celebrações da liberdade criativa e do cinema enquanto arte popular.

Em tempos de nostalgia e redescoberta, muitos desses títulos têm sido restaurados, reexibidos e estudados em festivais e mostras acadêmicas. Afinal, o que antes era considerado lixo cinematográfico agora é, para muitos, puro tesouro.

Na ORTVWEB é possível assistir alguns filmes desse gênero que podem ser acessados também através do canal ORTVWEB no YOUTUBE.
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Filmes antigos para refrescar a memória

Em meio à vastidão digital do Internet Archive, onde o tempo parece se dobrar para conservar a memória do cinema, a ORTVWEB encontrou verdadeiras preciosidades do cinema mundial— um verdadeiro relicário audiovisual. Ali, filmes de domínio público ganham nova vida, transportando o espectador para décadas passadas, quando o preto e branco não era estética, mas tecnologia, e a narrativa se fazia mais com silêncios e olhares do que com efeitos especiais.

A ORTVWEB num gesto de resistência cultural exibe gratuitamente alguns desses filmes. O canal não apenas compartilha arte — ele democratiza o acesso à história. Seja através do site ou pelo canal da ORTV WEB no You Tube, há filmes interessantes que o público convencional não tem acesso. Alguns títulos contam com restrição de idade, portanto, o zelo em relação ao acesso aos conteúdos fica por conta do usuário. Essa é uma forma de democratizar, mas, ao mesmo tempo restringir o acesso de modo responsável.

O acervo do Internet Archive é um dos maiores tesouros digitais do mundo, reunindo milhões de arquivos de áudio, vídeo, livros, softwares e páginas da web. Criado com o objetivo de preservar a memória cultural da humanidade, o site oferece acesso gratuito a obras em domínio público e materiais históricos raros. Entre seus destaques estão filmes clássicos, programas de rádio antigos, gravações musicais e documentos acadêmicos. A plataforma é amplamente utilizada por pesquisadores, educadores, estudantes e entusiastas da cultura. Seu sistema de busca é simples e eficiente, permitindo explorar conteúdos por data, formato e idioma. O Internet Archive também abriga a famosa “Wayback Machine”, que registra versões antigas de sites da internet. O acervo é constantemente atualizado por colaborações de instituições, bibliotecas e usuários voluntários. Com isso, ele se consolida como uma biblioteca digital global. Um verdadeiro farol do conhecimento na era da informação.

A diversidade impressiona: comédias, animações como os episódios de Popeye, ficção científica de baixo orçamento e até musicais como Rock ‘n Roll Revue compõem uma tapeçaria cultural viva. Filmes que antes circulavam apenas em cineclubes ou fitas empoeiradas agora renascem com cores corrigidas, áudio limpo e, muitas vezes, legendas em português, facilitando o acesso ao público brasileiro.

ORTVWEB não apenas transmite filmes — ela constrói pontes com o passado e isso faz com que obras quase esquecidas reencontrem seus públicos. E o mais importante: fazem isso legalmente, com respeito ao domínio público, garantindo que o legado cinematográfico esteja ao alcance de todos.

Assistir a esses filmes é mais do que entretenimento — é vivenciar o espírito de uma época. É ver como o cinema narrava o mundo antes dos algoritmos, antes dos blockbusters globais. É lembrar que, por trás de cada frame restaurado, há uma história que merece ser contada de novo. E a ORTVWEB nos dá justamente essa chance.

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Porquê

 

Por Marcelo de Carvalho Silva

Desafia. Explica e inquieta. Fruto exclusivo do gênero que, por humano, complica e incomoda. Decididamente, jamais satisfaz.

Mais amplo seria o frescor da brisa quando sopra nas folhas do coqueiro; a emergência que a terra dá à plântula; o luar que ilumina e embeleza a tida escuridão ou o quebrar das ondas, que faz praia nos mares. Será que somos mais felizes devido à inquietude?

Viver a plenitude do fato é explorar a imensidão das coisas, tocadas ou não. É participar em todo ambiente. Viver a causa, em si própria, não é nada, senão, quando aproveitada no porvir.

Há que ensejar o mundo vivido, em sua plenitude, com todas as nuances, desafortunadamente despercebidas pelos comuns ou pretensiosamente bisbilhotadas pelos míopes.

Como explorar, sem explicar? Trata-se de perceber: o movimento, o caminho, a forma, o modo e a grandeza. Será que isso não levaria, naturalmente, a querer explicá-la?

Talvez. Na plenitude vivida, não. Não precisa. Na pequenez humana, sim. É mais fácil explicar o que não se conhece, do que explorar a imensidão do que está em frente aos olhos. É questão de competência. É a facilidade do mínimo esforço, de empurrar com a barriga.

Mas, quando explica, não satisfaz. Num pequeno momento, tão pequeno quanto mais despretensiosa a explicação, poderia dizer que sim. Porém, para o vaidoso, no glamour de sua descoberta, quase nada transformado em tudo, sujeito e objeto, juntos, deve-se dizer que não. É inócua.

Há que perceber: tocar, ouvir, cheirar, ver e, mais, sentir. Não é fruto do conhecimento, tampouco da experiência, isoladamente. É, sim, fruto da sabedoria. Somente os sábios conseguem aliar o conhecimento e a experiência para fazer o que deveria ser o mais simples: perceber e explorar a plenitude da vida. Viver completamente.

Como lidar com o vírus da mente, que replica querendo explicar? Aonde pode levar de tanto atacar: à física, à medicina, à filosofia – mais ao meio do que ao fim? O que se quer é o sol, a saúde, o bem.

Desvia deles por se restringir ao meio. E, como encanta o ouro dos tolos… cega a vista dos desbravadores solitários, tragados no pontual, universo diminuto – anti universo.

Marca a ferro mais uma rês do hegemônico coletivo. Canção de sereia que apaixona, seduz e aniquila nos baixios dos mares. Miragem verdejante do oásis daqueles que se perdem no cáustico caminho.

Tando desconforto que faz contrastar a sensação, a razão e a devoção. Não há que dividir. Tem-se de completar. Primeiro perceber, depois, ora depois, não haverá, pois, já o é. Explica-se. O esforço maior que se tem é para contemplar. Sair do mundo comum e dirigir ao foco.

Não da razão e sim da finalidade. A finalidade das coisas da natureza.

Enxergar as partes que a compõem, o contato entre estas, a maneira que se completam, o que geram e como bastam. Quão difícil é perceber.

E, quando sente não há que explicar pois, naturalmente, a razão surge por si só. Não como instrumento no processo, mas, como evidência da própria perceção.

Porém, agora chega-se ao mais interessante. Tudo isso só é possível em havendo devoção, conclui-se. Pois, parece que do nada tudo surge. Há que se ter a criação. Mas, não se deve aqui entrar nessa seara, muito mais complexa e determinantemente fundamental.

Para isso, bem que gostaria de ver sentados numa mesa os mais corajosos (e, necessariamente, loucos!) ícones das religiões, filósofos e físicos, para saírem com uma posição conjunta sobre o tema da criação. Só poderiam sair da reclusão com um consenso, senão ficariam lá, irredutíveis, pálidos, agonizantes, até a morte. Sobre isso, pára-se aqui, ponto final: “Criou”.

interessante o esforço que o homem (gênero) comum tem de fazer para simplificar e ampliar. Ao contrário, sempre quer, por uma vontade intrínseca, incontrolável, consciente ou não, percorrer caminhos já trilhados pelo sistema. Acredita no sucesso pré-formatado, quase garantido.

E, na maioria das vezes, os poucos que conseguem atingir o dito êxtase, dececionam-se. A sensação é de vazio. É muito mais que uma questão de se ocupar com a briga do que se atingir o resultado.

Muitos dirão que isso já é muito: – “O que vale é tentar”. Outros se vangloriam da pífia conquista e emolduram-na na parede para sempre adorar. Estagnam e mumificam-se.

Outros, como já foi dito, se perdem no vazio: — lh, consegui! E, agora, o que fazer?

Sem dúvida, este último caso é o mais coerente como resultado de urna tosca situação. Ecoa: -“Dispa-se do periférico e foque no cerne”.

Já se falou e é sabido que o homem é um ser gregário. Isso facilita a proteção da espécie, a obtenção de alimento, a reprodução e a divisão de tarefas. Mas, complica no estabelecimento de valores individuais pois, o que não é massa, não é nada. É contra, rebelde, antissocial.

É desprovido de lugar e de falsas chances na canga que avassala, engana, domina e reduz á mera tração, substituível quando necessária. Melhor, assim: mantém-se íntegro.

Diga, em sã consciência, você já viu um monge budista ser homenageado com título de “Doutor Honoris Causa”? Ao mesmo tempo, o incrível é que ainda há aqueles que ficam desconsertados por não terem sido aceitos pelo vil. Decididamente, vocês se merecem, mesmo.

Ora, permitam-se crescer. Dispam-se da armadura. Rasguem-na, se preciso for, com a força do coração e a imensidão da alma. Vão ao encontro da chama que têm. Elevem-se. Nasçam.

I Premium Literatum – categoria Prosa e modalidade Crônica. Faculdade de Direito da Univerdidade Católica de Santos, SP