Pacto entre canalhas: um mergulho brutal na mente humana
O cinema independente brasileiro ganha força com a chegada de “O combinado não é caro – Pacto entre canalhas”, um longa que promete inquietar o público ao explorar os limites da ética, da verdade e da própria natureza humana. Com lançamento previsto para breve em plataformas digitais e salas de exibição, o filme surge como uma obra densa, provocativa e profundamente atual.
Produzido pela CINE KUA NON LCR Imagem e Produções, o longa tem direção e produção de Luiz Cesar Rangel e produção executiva de Orlando Rodrigues, consolidando uma proposta autoral que aposta no confronto direto entre ideias, valores e contradições humanas.
🧠 Uma história construída no confronto
Desde os primeiros momentos, o filme estabelece o tom: um universo onde acordos são mais perigosos do que parecem — e onde quebrá-los pode ser fatal.
Logo na abertura do roteiro, um diálogo aparentemente simples revela o peso do que está em jogo:
“Cara, o que é combinado não é caro… isso aí é uma bomba…”
A partir daí, somos conduzidos para um jogo psicológico intenso entre personagens que carregam segredos, culpas e interesses ocultos.
A narrativa se estrutura principalmente a partir do confronto entre Marcos, um jornalista, e Samuel, um criminoso de passado perturbador. O que começa como uma entrevista evolui para um embate filosófico e moral, onde:
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verdade e manipulação se confundem
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ética se torna relativa
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e a própria noção de justiça é questionada
⚖️ Moral, poder e desconstrução da verdade
Ao longo do roteiro, o filme mergulha em temas profundos e desconfortáveis. Samuel não se coloca apenas como um criminoso — mas como alguém que desafia a lógica moral da sociedade.
Em um dos momentos mais marcantes, ele afirma:
“Que tudo o que fiz, eu fiz porque quis… e faria novamente…”
Essa construção transforma o personagem em algo maior do que um vilão: ele se torna um espelho distorcido da sociedade, questionando hipocrisias, julgamentos e convenções.
Já Marcos, que inicialmente parece estar no controle, passa gradualmente a ser confrontado — não apenas pelo entrevistado, mas por suas próprias escolhas e contradições.
🎭 Elenco e força interpretativa
O filme reúne um elenco que reforça o peso dramático da narrativa:
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Carlo Mossy
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Luiz Cesar Rangel
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Leonardo Arena
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Wendell Amorim
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Daniel Bisogni
Com participações especiais de:
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Ovelha
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Marcio Seixas, ícone da dublagem brasileira
Também integram o elenco Michela Giarola, Eduardo Fortes, Orlando Rodrigues e William Ferrari, este último trazendo sua expertise em maquiagem e efeitos especiais, além de convidados como Vilma Siqueira, Enio Murad e Valdete Bortolote, contribuindo para a atmosfera visceral do longa.
🎥 Estética e atmosfera
Filmado nas cidades de Jundiaí e Várzea Paulista, o longa aposta em uma ambientação realista e claustrofóbica, que intensifica a sensação de tensão constante.
A equipe técnica reforça essa proposta:
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🎬 Direção de produção: Michela Giarola e Eduardo Fortes
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🎥 Fotografia: Ronaldo Paskakulis, com uma abordagem sombria e contrastada
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🎼 Direção musical: Moyz Henrique
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🎸 Trilha tema: Banda Putos Brothers
O resultado é uma experiência sensorial que dialoga diretamente com o psicológico do espectador.
🔥 Um filme sobre escolhas — e consequências
Mais do que uma história sobre crime, “O combinado não é caro – Pacto entre canalhas” é um estudo sobre:
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ambição
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culpa
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poder
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e a fragilidade da moral humana
A obra provoca uma reflexão incômoda:
somos realmente diferentes daqueles que julgamos… ou apenas fazemos escolhas diferentes?
🎯 Prepare-se
Com diálogos intensos, atmosfera densa e uma narrativa que desafia o espectador a pensar, o filme se posiciona como uma das produções independentes mais ousadas do cenário recente.
“O combinado não é caro – Pacto entre canalhas” não é apenas um filme —
é um confronto direto com aquilo que preferimos não enxergar.
E a pergunta que fica é inevitável:
quando tudo está em jogo… você cumpriria o combinado?