Mês: novembro 2025

Orlando Rodrigues. De burocrata a artista em formação.

Perfil e trajetória

Orlando Rodrigues se apresenta como escritor, roteirista e produtor cultural, conforme seu perfil no Instagram (@2023orlandoescritor). Instagram
Sua formação consta de bacharel em administração de empresas, com especialização em recursos humanos e mestre em Educação, além de ter atuado como consultor, professor e palestrante. ortv.com.br+2UICLAP+2
Seu blog no site ORTV apresenta-o como “escritor, educador e produtor cultural brasileiro, cuja trajetória é marcada por uma dedicação incansável à literatura, à educação e à promoção cultural”. ortv.com.br+1
Na página de autor da Amazon, ele aparece sob o perfil “ORLANDO Rodrigues”, cuja bibliografia está disponibilizada digitalmente. Amazon+1

Temas e estilo literário

Orlando Rodrigues trabalha com gêneros que mesclam ficção e não-ficção, mas se destaca especialmente no âmbito do suspense, terror e mistério. Em entrevista, ele afirmou que “o terror da ficção é fantasioso, mas o da vida real é assombroso”: suas histórias partem de comportamentos sociais, violência urbana, fanatismo religioso, feminicídio, pedofilia, homofobia — temas que transitam entre o real e o fantasmagórico. Jornal de Brasília+1
Ele também informa que ambienta muitos contos em Goiás (seu estado de origem) e que reconhece que o mercado brasileiro para terror ainda enfrenta resistência, embora haja um público fiel. Jornal de Brasília
No Instagram e nas redes de divulgação, percebe-se um autor que mistura ação literária com atuação cultural (“roteirista e produtor cultural”), o que sugere que ele busca transcender o livro isolado e inserir-se no campo mais amplo da cultura e do entretenimento.

Produção e obras ­- destaques

Na Amazon, entre as obras listadas estão títulos como: “Contos de farda: Contos e outras histórias” Amazon; “O fio da meada – A trilogia” (Parte 3: Além da Fronteira) aparece na lista de eBooks. Amazon+1
Embora não haja aqui ainda um catálogo extenso ou internacionalizado (nas fontes encontradas), o autor demonstra regularidade e diversidade no material, variando entre contos, trilogias e estilos de narrativa distintos.
O site da ORTV e outros perfis ampliam sua atuação para além do livro: produção cultural, conteúdo comentado, blog, participação em iniciativas de cultura literária.

Contribuições e posicionamento no cenário literário

Orlando Rodrigues assume uma postura de autor que não se limita à dramaturgia do entretenimento puro: ele usa o gênero do terror/mistério para “denunciar” comportamentos sociais — como ele mesmo declarou: “Faço uma denúncia sobre determinados comportamentos doentios da sociedade”. Jornal de Brasília
Esse deslocamento entre o entretenimento (mistério, suspense, terror) e o engajamento social torna-se uma marca relevante: ele busca alcançar o leitor que gosta de gênero, mas também o leitor que busca reflexões sobre violência, desigualdade, e estrutura social brasileira.
Além disso, sua presença nas redes (Instagram) e no blog reforça que ele compreende o papel da visibilidade e da comunicação literária no cenário digital.
Por fim, o fato de ele ter formação em educação e atuação docente sugere que sua escrita é orientada para reflexão, para provocar e também para suscitar alguma forma de aprendizado ou desconforto — característica que distingue um autor de gênero de entretenimento puro de um autor que busca impacto.

Ponto de atenção e desafios

Como muitos autores de gênero no Brasil, Orlando Rodrigue­s ressalta a resistência que ainda existe em torno do terror/mistério no país. Jornal de Brasília
A edição, a distribuição e o alcance das obras ainda parecem concentrados em plataformas digitais (eBooks Amazon) e talvez menos em grandes editoras ou mercados internacionais — o que pode limitar visibilidade.
Além disso, quando se pesquisa sua obra, verifica-se que nem todos os títulos possuem ampla crítica externa ou resenha extensa; o autor ainda pode estar em processo de ampliação de reconhecimento.
Finalmente, enquanto a atuação cultural é ampla, isso pode dispersar sua energia entre múltiplos projetos (roteiro, produção cultural, blogue, escrita), o que, para alguns autores, pode acarretar menor especialização em um único eixo literário.

Síntese e avaliação crítica

Orlando Rodrigues é um autor promissor, que construiu uma base sólida de atuação cultural e literária, aproveitando sua formação em educação e gestão para articular não apenas livros, mas uma presença mais ampla como produtor cultural.
Sua força reside no fato de ­— dentro de gêneros muitas vezes marginalizados no Brasil, como terror e mistério — combinar entretenimento com reflexão social, aproximando-se de temáticas urgentes de violência, exclusão e fantasia a partir do contexto brasileiro.
Em termos críticos, para crescer como autor de relevo será importante aumentar visibilidade crítica (resenhas, parcerias editoriais maiores), diversificar formatos (talvez físico, internacional) e manter coerência no estilo e qualidade das obras publicadas.
Para o leitor interessado em terror/mistério brasileiro, Orlando Rodrigues representa uma alternativa relevante: não apenas por entregar a dose esperada de suspense e mistério, mas por dialogar com a realidade brasileira e provocar reflexão.
Em resumo: um autor com perfil híbrido (escritor + produtor cultural), com um pé no gênero e outro no engajamento social, que merece atenção e acompanhamento conforme sua obra avança.

Fonte: Chat Gpt.

Lua no Asfalto. Ebook disponível na amazon.

Ambientado em uma metrópole sufocante e noturna, Lua no Asfalto acompanha Rafael, um homem racional e solitário, que começa a viver noites atormentadas por sonhos violentos e lapsos de memória durante as luas cheias. Ao mesmo tempo, a cidade é abalada por uma série de assassinatos brutais contra mulheres e pessoas marginalizadas.

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Buscando sentido para seus delírios, Rafael é atraído por um pregador carismático, Adão, líder do templo Éden, cuja voz h

ipnótica mistura fé, culpa e desejo de purificação. Fascinado e perturbado, Rafael passa a frequentar o culto, mergulhando em um ambiente de fanatismo e manipulação psicológica.

À medida que a fronteira entre o real e o pesadelo se dissolve, Rafael descobre que Adão é o verdadeiro monstro — um assassino ritual que usa o discurso religioso para justificar a violência e o sangue derramado sob a lua. Em um confronto final, o racional e o instintivo se chocam: Rafael enfrenta o pregador e o mata, mas desaparece misteriosamente, deixando apenas sangue e uma máscara bestial no asfalto.

Entre o humano e o animal, o sagrado e o profano, o conto revela o lado sombrio da fé e da culpa — e sugere que, sob a luz da lua, toda cidade guarda seus próprios lobisomens.

Lua no asfalto é mais um conto de Orlando Rodrigues que integra a série Mistérios sombrios, disponível em ebook exclusivamente na Amazon. Clique aqui e baixe o seu.

Orlando Rodrigues é escritor, roteirista e produtor cultural, presidente do Instituto ANEE cultura.

Saiba mais sobre o autor clicando aqui.

Pacto entre canalhas. Entre o roteiro, o filme e a obra literária.

“Pacto entre Canalhas” é uma obra que mergulha nas sombras da moralidade e expõe, com rara coragem literária, os labirintos éticos e psicológicos que se formam quando a verdade, a culpa e o poder se entrelaçam. Escrito por Orlando Rodrigues, o livro nasce da adaptação do roteiro original de Luiz César Rangel, cineasta e autor do argumento que dá origem ao filme Pacto entre Canalhas: o combinado não é caro, uma produção independente com locações em Jundiaí e Várzea Paulista, prevista para ser lançada no segundo semestre de 2026. A obra cinematográfica é, por sua vez, um remake do longa homônimo já disponibilizado na Claro TV Prime Vídeo e em breve, chegará a outras plataformas de streaming.

A narrativa conduz o leitor por um terreno sombrio, onde os limites entre o bem e o mal, a verdade e a manipulação, se diluem. A história se estrutura a partir do encontro entre Marcos, um jornalista em busca de redenção, e Samuel, um detento de passado perturbador. O diálogo entre os dois se transforma em um embate filosófico, ético e espiritual — um duelo de inteligências e convicções que revela tanto as fragilidades humanas quanto as profundezas do abismo moral.

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Orlando Rodrigues imprime ao texto uma prosa densa, cinematográfica e introspectiva. As descrições minuciosas criam atmosferas que oscilam entre o real e o metafísico, conduzindo o leitor a um estado de inquietação constante. A cada capítulo, a tensão cresce, como se o leitor também estivesse diante de Samuel, sentindo o peso de sua presença e o desconforto que suas palavras provocam.

A partir do roteiro de Rangel — um texto já estruturado para o cinema, repleto de ritmo, diálogos cortantes e subtexto — Rodrigues expande o universo dos personagens, acrescentando reflexões filosóficas e digressões psicológicas que aprofundam a dualidade entre o repórter e o criminoso. O resultado é um híbrido entre romance psicológico e ensaio moral, onde a narrativa em terceira pessoa alterna momentos de ação com monólogos interiores e descrições de alta intensidade simbólica.

Em Pacto entre Canalhas, não há heróis — apenas homens movidos por ambição, culpa, desejo e sobrevivência. Marcos, o jornalista, é um espelho do leitor contemporâneo: cético, racional, mas constantemente desafiado por forças que escapam à lógica. Samuel, por sua vez, encarna o arquétipo do mal inteligente: um homem culto, manipulador e perversamente lúcido, cuja presença ameaça não apenas seu interlocutor, mas também o próprio senso de realidade da narrativa.

O livro aborda temas como fé, redenção, culpa, poder e corrupção moral, sempre permeados por uma tensão quase metafísica entre Deus e o Diabo, justiça e castigo, amor e perversão. A influência da filosofia existencialista e do simbolismo religioso é perceptível, fazendo da obra uma reflexão sobre os pactos — explícitos ou silenciosos — que os seres humanos estabelecem entre si e consigo mesmos.

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A ambientação claustrofóbica do livro, ora em salas de interrogatório, ora em corredores de presídios, remete diretamente à linguagem cinematográfica do roteiro de Rangel, preservada e intensificada por Rodrigues na adaptação literária. A escrita, marcada por longos parágrafos e ritmo oscilante, traduz o fluxo mental dos personagens, oscilando entre lucidez e delírio, racionalidade e fé.

O título, Pacto entre Canalhas, ganha novos significados a cada página. O “pacto” é literal e simbólico, é o acordo entre personagens que sabem demais e se co

mprometem em silêncio — mas também representa o pacto moral que todos fazemos com nossos próprios demônios. A frase que dá subtítulo ao filme, “o combinado não é caro”, ecoa como um lembrete de que todo compromisso tem um preço, e de que a verdade pode ser a moeda mais cara de todas.

A força do texto está justamente nesse confronto entre o humano e o não humano, no jogo de poder que se estabelece não apenas entre Marcos e Samuel, mas entre o leitor e suas próprias crenças. Rodrigues consegue transformar o roteiro em uma experiência literária inquietante, que preserva o ritmo e o impacto visual do cinema, mas aprofunda o conteúdo psicológico e moral dos personagens.

Em síntese, Pacto entre Canalhas é uma obra que desafia o leitor a olhar para o abismo — e, como alertava Nietzsche,

Luiz Cesar Rangel é cineasta, roteirista, produtor, diretor e ator no filme Pacto entre canalhas. O combinado não é caro.

compreender que o abismo também nos observa de volta. É um livro sobre verdades escondidas, sobre a tênue fronteira entre ética e sobrevivência, e sobre o preço que se paga por cada pacto, seja ele com outro homem ou com a própria consciência.

Com essa adaptação, Orlando Rodrigues e Luiz César Rangel firmam um raro exemplo de convergência entre literatura e cinema independente brasileiro — um projeto que extrapola a ficção policial e se torna uma reflexão moral sobre o poder, a fé e o próprio mal, confirmando o potencial artístico e filosófico de uma narrativa que promete ecoar muito além das telas.

A produção do livro e do filme tem o apoio institucional do Instituto ANEE CULTURA e da OR PRODUÇÕES. Assista filmes on line e de graça na ORTVWEB.

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