Mês: junho 2025

A inteligência artificial e a revolução da criação literária

A inteligência artificial (IA) está provocando uma transformação silenciosa, porém profunda, na forma como concebemos, desenvolvemos e compartilhamos obras literárias. Antes restrita a áreas como tecnologia e automação, a IA agora se posiciona como uma aliada poderosa no universo da literatura, abrindo novas possibilidades criativas para escritores, editoras e produtores culturais.

Ferramentas como ChatGPT, Grammarly, Sudowrite e Jasper já são utilizadas por autores para estruturar enredos, revisar textos, sugerir títulos, sinopses e até gerar personagens. Essas plataformas auxiliam desde a fase de brainstorming até o acabamento da obra, permitindo ao autor mais tempo para se dedicar à originalidade e à construção de universos complexos. A IA não substitui o talento humano, mas potencializa suas capacidades, tornando o processo mais fluido e acessível.

Além da criação, a IA também tem se destacado na edição textual, com algoritmos capazes de identificar falhas de coerência, ritmo narrativo e até tom emocional. Para editoras independentes e escritores autônomos, isso representa uma economia significativa e um ganho de qualidade.

Na divulgação, o impacto é igualmente expressivo. Com o uso de IA, é possível analisar tendências de leitura, identificar públicos-alvo, otimizar campanhas de marketing digital e criar conteúdos personalizados para redes sociais. Softwares de geração de imagem auxiliam na criação de capas e materiais gráficos, enquanto chatbots podem interagir com leitores e automatizar lançamentos.

Contudo, o avanço da IA também impõe reflexões éticas: como garantir a autoria e originalidade? Como evitar a padronização criativa? A resposta talvez esteja no equilíbrio. A IA deve ser vista como uma ferramenta — não como um substituto — da imaginação humana.

Em um mundo onde tempo, impacto e inovação são essenciais, a inteligência artificial se revela uma parceira indispensável para quem deseja escrever e ser lido. Trata-se de uma nova era na literatura — e ela já começou.

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A Inquietude de um ser.

Orlando Rodrigues é um autor goiano que se destaca, além da inquietude, por sua escrita criativa, envolvente e capaz de transitar com naturalidade por diferentes gêneros e estilos. Com obras publicadas na Amazon, Rodrigues tem um público fiel que acompanha suas publicações.

Apaixonado por contar histórias, o escritor explora temas que vão do suspense ao romance, passando por tramas policiais, dramas psicológicos e narrativas de fundo social. Sua habilidade em criar personagens complexos e situações surpreendentes transforma cada livro em uma experiência única para o leitor. O compromisso com a qualidade narrativa e o cuidado com os detalhes são marcas registradas de suas obras.

Entre seus livros de maior destaque estão a trilogia O fio da meada, Anastasis: almas telepáticas, B.I.R.D.S.- Portas do Armagedom e o mais recente Inferno 70, todos disponíveis na Amazon em formato digital. O autor também se dedica a projetos voltados ao cinema. Inferno 70, é uma adaptação literária de um roteiro de cinema e Pacto entre canalhas, filme prestes a estrear nas plataformas digitais (trailer oficial do filme abaixo) , cujo livro de sua autoria está em fase de publicação pela editora Letras Virtuais ressaltam a força audiovisual e o dinamismo de suas tramas.

Inquietude

Além da literatura, Orlando Rodrigues se mostra um entusiasta da cultura e da arte brasileira, participando ativamente de iniciativas que promovem novos talentos e incentivam a leitura. É presidente da ANEE – Associação Nacional de Escritores e Editoras (Instituto ANEE cultura), com sede em Goiânia.

Recentemente se mudou para o estado de São Paulo e reside na cidade de Tatuí. Seu trabalho vem conquistando leitores em todo o Brasil e no exterior, evidenciando o potencial de suas obras além das fronteiras nacionais.

Para mais informações sobre o autor e seus livros, acesse: Amazon – Orlando Rodrigues

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O Encanto e os Preconceitos dos Filmes B

Os chamados filmes B, frequentemente tratados como produções de segunda categoria, ocupam um lugar peculiar na história do cinema. Originalmente concebidos como atrações secundárias para as sessões duplas nas décadas de 1930 e 1940, esses filmes foram marcados por orçamentos reduzidos, elencos desconhecidos e enredos muitas vezes considerados absurdos ou exagerados. Contudo, é justamente nesse terreno de improvisação, ousadia e liberdade criativa que reside o encanto do gênero.

Enquanto o cinema mainstream muitas vezes se prende a fórmulas seguras e orçamentos milionários, os filmes B ousam experimentar. Eles transitam com desenvoltura entre o horror, a ficção científica, o faroeste, a comédia e o erotismo, criando universos próprios onde o exagero é bem-vindo e a lógica pode ser desafiada. Clássicos cult como Plan 9 from Outer Space, de Ed Wood, ou Attack of the 50 Foot Woman, se tornaram ícones justamente por seus defeitos, que ganharam charme com o passar do tempo.

Apesar disso, o preconceito persiste. Muitos críticos e espectadores ainda os veem como subprodutos descartáveis, ignorando sua importância cultural, seu valor estético e sua contribuição à linguagem cinematográfica. Por outro lado, existe um público fiel e apaixonado que compreende a magia do tosco, do exagerado e do inusitado. Para esses fãs, os filmes B são celebrações da liberdade criativa e do cinema enquanto arte popular.

Em tempos de nostalgia e redescoberta, muitos desses títulos têm sido restaurados, reexibidos e estudados em festivais e mostras acadêmicas. Afinal, o que antes era considerado lixo cinematográfico agora é, para muitos, puro tesouro.

Na ORTVWEB é possível assistir alguns filmes desse gênero que podem ser acessados também através do canal ORTVWEB no YOUTUBE.
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Filmes antigos para refrescar a memória

Em meio à vastidão digital do Internet Archive, onde o tempo parece se dobrar para conservar a memória do cinema, a ORTVWEB encontrou verdadeiras preciosidades do cinema mundial— um verdadeiro relicário audiovisual. Ali, filmes de domínio público ganham nova vida, transportando o espectador para décadas passadas, quando o preto e branco não era estética, mas tecnologia, e a narrativa se fazia mais com silêncios e olhares do que com efeitos especiais.

A ORTVWEB num gesto de resistência cultural exibe gratuitamente alguns desses filmes. O canal não apenas compartilha arte — ele democratiza o acesso à história. Seja através do site ou pelo canal da ORTV WEB no You Tube, há filmes interessantes que o público convencional não tem acesso. Alguns títulos contam com restrição de idade, portanto, o zelo em relação ao acesso aos conteúdos fica por conta do usuário. Essa é uma forma de democratizar, mas, ao mesmo tempo restringir o acesso de modo responsável.

O acervo do Internet Archive é um dos maiores tesouros digitais do mundo, reunindo milhões de arquivos de áudio, vídeo, livros, softwares e páginas da web. Criado com o objetivo de preservar a memória cultural da humanidade, o site oferece acesso gratuito a obras em domínio público e materiais históricos raros. Entre seus destaques estão filmes clássicos, programas de rádio antigos, gravações musicais e documentos acadêmicos. A plataforma é amplamente utilizada por pesquisadores, educadores, estudantes e entusiastas da cultura. Seu sistema de busca é simples e eficiente, permitindo explorar conteúdos por data, formato e idioma. O Internet Archive também abriga a famosa “Wayback Machine”, que registra versões antigas de sites da internet. O acervo é constantemente atualizado por colaborações de instituições, bibliotecas e usuários voluntários. Com isso, ele se consolida como uma biblioteca digital global. Um verdadeiro farol do conhecimento na era da informação.

A diversidade impressiona: comédias, animações como os episódios de Popeye, ficção científica de baixo orçamento e até musicais como Rock ‘n Roll Revue compõem uma tapeçaria cultural viva. Filmes que antes circulavam apenas em cineclubes ou fitas empoeiradas agora renascem com cores corrigidas, áudio limpo e, muitas vezes, legendas em português, facilitando o acesso ao público brasileiro.

ORTVWEB não apenas transmite filmes — ela constrói pontes com o passado e isso faz com que obras quase esquecidas reencontrem seus públicos. E o mais importante: fazem isso legalmente, com respeito ao domínio público, garantindo que o legado cinematográfico esteja ao alcance de todos.

Assistir a esses filmes é mais do que entretenimento — é vivenciar o espírito de uma época. É ver como o cinema narrava o mundo antes dos algoritmos, antes dos blockbusters globais. É lembrar que, por trás de cada frame restaurado, há uma história que merece ser contada de novo. E a ORTVWEB nos dá justamente essa chance.

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Porquê

 

Por Marcelo de Carvalho Silva

Desafia. Explica e inquieta. Fruto exclusivo do gênero que, por humano, complica e incomoda. Decididamente, jamais satisfaz.

Mais amplo seria o frescor da brisa quando sopra nas folhas do coqueiro; a emergência que a terra dá à plântula; o luar que ilumina e embeleza a tida escuridão ou o quebrar das ondas, que faz praia nos mares. Será que somos mais felizes devido à inquietude?

Viver a plenitude do fato é explorar a imensidão das coisas, tocadas ou não. É participar em todo ambiente. Viver a causa, em si própria, não é nada, senão, quando aproveitada no porvir.

Há que ensejar o mundo vivido, em sua plenitude, com todas as nuances, desafortunadamente despercebidas pelos comuns ou pretensiosamente bisbilhotadas pelos míopes.

Como explorar, sem explicar? Trata-se de perceber: o movimento, o caminho, a forma, o modo e a grandeza. Será que isso não levaria, naturalmente, a querer explicá-la?

Talvez. Na plenitude vivida, não. Não precisa. Na pequenez humana, sim. É mais fácil explicar o que não se conhece, do que explorar a imensidão do que está em frente aos olhos. É questão de competência. É a facilidade do mínimo esforço, de empurrar com a barriga.

Mas, quando explica, não satisfaz. Num pequeno momento, tão pequeno quanto mais despretensiosa a explicação, poderia dizer que sim. Porém, para o vaidoso, no glamour de sua descoberta, quase nada transformado em tudo, sujeito e objeto, juntos, deve-se dizer que não. É inócua.

Há que perceber: tocar, ouvir, cheirar, ver e, mais, sentir. Não é fruto do conhecimento, tampouco da experiência, isoladamente. É, sim, fruto da sabedoria. Somente os sábios conseguem aliar o conhecimento e a experiência para fazer o que deveria ser o mais simples: perceber e explorar a plenitude da vida. Viver completamente.

Como lidar com o vírus da mente, que replica querendo explicar? Aonde pode levar de tanto atacar: à física, à medicina, à filosofia – mais ao meio do que ao fim? O que se quer é o sol, a saúde, o bem.

Desvia deles por se restringir ao meio. E, como encanta o ouro dos tolos… cega a vista dos desbravadores solitários, tragados no pontual, universo diminuto – anti universo.

Marca a ferro mais uma rês do hegemônico coletivo. Canção de sereia que apaixona, seduz e aniquila nos baixios dos mares. Miragem verdejante do oásis daqueles que se perdem no cáustico caminho.

Tando desconforto que faz contrastar a sensação, a razão e a devoção. Não há que dividir. Tem-se de completar. Primeiro perceber, depois, ora depois, não haverá, pois, já o é. Explica-se. O esforço maior que se tem é para contemplar. Sair do mundo comum e dirigir ao foco.

Não da razão e sim da finalidade. A finalidade das coisas da natureza.

Enxergar as partes que a compõem, o contato entre estas, a maneira que se completam, o que geram e como bastam. Quão difícil é perceber.

E, quando sente não há que explicar pois, naturalmente, a razão surge por si só. Não como instrumento no processo, mas, como evidência da própria perceção.

Porém, agora chega-se ao mais interessante. Tudo isso só é possível em havendo devoção, conclui-se. Pois, parece que do nada tudo surge. Há que se ter a criação. Mas, não se deve aqui entrar nessa seara, muito mais complexa e determinantemente fundamental.

Para isso, bem que gostaria de ver sentados numa mesa os mais corajosos (e, necessariamente, loucos!) ícones das religiões, filósofos e físicos, para saírem com uma posição conjunta sobre o tema da criação. Só poderiam sair da reclusão com um consenso, senão ficariam lá, irredutíveis, pálidos, agonizantes, até a morte. Sobre isso, pára-se aqui, ponto final: “Criou”.

interessante o esforço que o homem (gênero) comum tem de fazer para simplificar e ampliar. Ao contrário, sempre quer, por uma vontade intrínseca, incontrolável, consciente ou não, percorrer caminhos já trilhados pelo sistema. Acredita no sucesso pré-formatado, quase garantido.

E, na maioria das vezes, os poucos que conseguem atingir o dito êxtase, dececionam-se. A sensação é de vazio. É muito mais que uma questão de se ocupar com a briga do que se atingir o resultado.

Muitos dirão que isso já é muito: – “O que vale é tentar”. Outros se vangloriam da pífia conquista e emolduram-na na parede para sempre adorar. Estagnam e mumificam-se.

Outros, como já foi dito, se perdem no vazio: — lh, consegui! E, agora, o que fazer?

Sem dúvida, este último caso é o mais coerente como resultado de urna tosca situação. Ecoa: -“Dispa-se do periférico e foque no cerne”.

Já se falou e é sabido que o homem é um ser gregário. Isso facilita a proteção da espécie, a obtenção de alimento, a reprodução e a divisão de tarefas. Mas, complica no estabelecimento de valores individuais pois, o que não é massa, não é nada. É contra, rebelde, antissocial.

É desprovido de lugar e de falsas chances na canga que avassala, engana, domina e reduz á mera tração, substituível quando necessária. Melhor, assim: mantém-se íntegro.

Diga, em sã consciência, você já viu um monge budista ser homenageado com título de “Doutor Honoris Causa”? Ao mesmo tempo, o incrível é que ainda há aqueles que ficam desconsertados por não terem sido aceitos pelo vil. Decididamente, vocês se merecem, mesmo.

Ora, permitam-se crescer. Dispam-se da armadura. Rasguem-na, se preciso for, com a força do coração e a imensidão da alma. Vão ao encontro da chama que têm. Elevem-se. Nasçam.

I Premium Literatum – categoria Prosa e modalidade Crônica. Faculdade de Direito da Univerdidade Católica de Santos, SP